Ainda preocupada em acalmar os ânimos acirrados depois da partida contra o São Gabriel, domingo passado, a presidenta do Riograndense, Norma Rolim, foi pega de surpresa ontem com a divulgação da súmula do jogo contra o Avenida, no dia 16. A dirigente foi citada pelo árbitro da partida, Rogério Gonçalves, por uma suposta agressão que teria ocorrido no final do jogo. Pelo relato do juiz, Norma o teria acertado com um soco nas costas, enquanto ele se encaminhava para o vestiário.A confusão toda começou no intervalo da partida. A presidenta do Riograndense, acompanhada do coordenador de futebol, José Quinhones, e do coordenador geral, Julio Cesar Ausani, entrou no gramado para reclamar da atuação da arbitragem. O árbitro descreveu em súmula a iniciativa como sendo uma "clara intenção de pressionar sobre as decisões tomadas no primeiro tempo" e reproduziu os xingamentos que teriam sido ditos: "Vocês são uns ladrões sem-vergonhas. Vieram aqui para prejudicar nossa equipe, seus vagabundos".
Ao final do jogo, relata Rogério Gonçalves, os mesmos dirigentes o aguardavam na saída de campo. Foi nesse momento que teria ocorrido a suposta agressão da presidenta do Riograndense. Ele relatou que "A senhora Norma Rolim conseguiu ultrapassar a barreira da Brigada Militar e, em ato contínuo, me atingiu, com um soco atingindo minhas costas". A dirigente do Periquito nega o fato.
- Não dei, não. Não parti para agressão física em momento algum, até porque não é o meu perfil. Mas não aceitamos a arbitragem da forma como foi feita - protesta Norma.
De qualquer modo, a presidenta será julgada com base nos artigos 272 do CBJD (por agressão, com pena de 60 a 120 dias de suspensão) e no 274 (invasão de campo e agressão, que prevê 120 a 720 dias de gancho). O julgamento ainda não foi marcado.
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