Desde que começou a se estruturar para a disputa da Série B do Gauchão, trabalho que começou ainda no ano passado, o discurso no Estádio dos Eucaliptos era um só: o de que o Riograndense não seria apenas um coadjuvante na competição estadual. Diferentemente dos campeonatos de 2004, 2005, 2006 e 2007, quando o time acabou virando saco de pancadas na Segundona, o Periquito versão 2008 promete ser uma equipe muito mais competitiva, capaz até de brigar por uma das duas vagas na Série A. Neste domingo, às 15h30min, o Riograndense entra em campo contra o Milan, em Júlio de Castilhos, disposto a mostrar que o otimismo da sua diretoria não está sendo em vão. Motivos não faltam para encher a torcida do Riograndense de esperança. A começar pelo time. Dentro das possibilidades financeiras do clube, que ainda sofre conseqüências pelos 13 anos em que ficou sem futebol profissional, foram feitas algumas contratações de qualidade, como as dos volantes Alexandre Veiga e Sandro Palharini, dos meias Luís Fernando e Márcio Machado e do atacante João Pedro. Todos jogadores de bom nível técnico e com experiência na disputa da Série B.
A vinda de tais reforços só foi possível graças a outra virtude do Riograndense nesta temporada: os patrocinadores. Sem dinheiro não se faz um time de futebol, e a diretoria do Periquito sabia muito bem disso. E colocou a busca por recursos como prioridade este ano.
- Temos um grupo de apoiadores, entre patrocínios no uniforme, placas no estádio e fornecimento de material, que está nos dando condições de fazermos uma equipe competitiva. É com essa garantia que entramos na Série B - diz o coordenador geral do clube, Julio Cesar Ausani.
Nem a saída do técnico Sandro Gaúcho parece ter prejudicado o Riograndense. Alegando incompatibilidade de idéias com o supervisor de futebol, Cláudio Pacheco, o ex-treinador do Cachoeira deixou o Periquito antes mesmo de comandar o primeiro amistoso da pré-temporada. O substituto escolhido foi o preparador de goleiros César Fortes, que orientou a equipe nos amistosos contra Cruzeiro, de Faxinal do Soturno, Palmeiras, de São Pedro do Sul, e Seleção de Restinga Seca, times amadores da região. O saldo foi de um empate, uma vitória e uma derrota.
- O foco do nosso trabalho sempre foi a partida contra o Milan - afirma César Fortes.
Para a estréia, o técnico mudou o habitual esquema 4-4-2 pelo 3-5-2. Isso porque ele contará com os reforços do ala-direita Kadron e do volante Sandro Palharini, recém-chegados ao clube e que jogarão domingo.
O adversário - Para a torcida do Milan, o jogo contra o Periquito marcará o fim de uma espera de 12 anos. A última participação do clube de Júlio de Castilhos na Série B foi em 1996. Entre os jogadores, nomes conhecidos do torcedor santa-mariense, como o atacante Filipe e o meia Percy, ambos ex-Riograndense. No comando da equipe está o ex-jogador Valduíno Alves, que recusa o rótulo de azarão e coloca o Milan entre os prováveis classificados à segunda fase.
- Eu ouvi dizerem por aí que o nosso time não vai fazer nenhum ponto. Vamos ver se isso é verdade quando a bola começar a rolar - provoca.
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